sexta-feira, 7 de novembro de 2008

• pulsar

Defronte de onde emanam Sóis
Luzes projetam-se em arcos
Pólens luminosos em curvas
Semeando flores cósmicas
No jardim de visões turvas
Turbantes ao sol de passos lerdos
Desertos derretem as retas
Mediterrâneo exótico incerto
Medito erradio vagando azul verde vinho
Me dito pelo rádio em ondas espaciais
Especiarias da Índia para Colombo
Espécimes da Mídia Interativa para Columbia
No céu da boca tua um beijo de língua nua

Eterno sonho límpido lívido boreal
É certa essência trigueira cabocla
De um grito escapulido na mata
Catado por fontes de onde emanam Sóis
Ante os mármores em formas
Nascem Versos Ulissianos
Quebrados em fractais pulsantes
Espatifados em partículas Sóis pensantes.

Um comentário:

O Anúncio disse...

Intenso, frenético, caoticamente organizado e malabarista das palavras. Um talentoso artífice das palvras, sentidos, imagens, sons e provocador de de idéis e inspirações. É só um pouquinho do que achei da tua obra. Amei as "Flores do Caos".

Um abraço de poesia!!!!

Clêudison